Software Livre, porque surfar essa onda…Postado por João Paulin

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cadeado-cdCada vez mais utilizado, o Linux é um sistema operacional que, além de sua qualidade, proporciona baixo custo em implementações por ser gratuito.

Software livre é um conceito de extrema importância no mundo da computação. De forma básica, quando um software é livre, significa que seu código-fonte está disponível para qualquer um e você pode alterá-lo para adequá-lo às suas necessidades. O software gratuito (freeware), por si só, é um software que você usa sem precisar pagar. Você não tem acesso ao seu código-fonte, portanto não pode alterá-lo ou simplesmente estudá-lo, somente pode usá-lo, da forma como ele foi disponibilizado. Isso deixa claro a diferença entre software livre e um sofware simplesmente gratuito. O software livre possui tanta importância que se não fosse assim o Linux não existiria ou ficaria restrito aos muros de uma universidade. Linus Torvalds, o “pai do Linux”, quando criou o sistema, não quis guardá-lo para si só. Quis montar um sistema que atendesse às suas necessidades, mas que também pudesse ser útil para mais alguém. Fez isso sem saber que estava acabando de “fundar” uma comunidade: a Comunidade Linux.

Essa comunidade consiste em um número enorme de programadores e colaboradores no mundo todo que trabalham com um único objetivo: ter um sistema operacional robusto, confiável, dinâmico, e que, principalmente, esta ao alcance de todos. A idéia é muito simples: para ser um sistema ao alcance de todos, todos podem colaborar, mostrar suas idéias e participar. O simples fato de utilizar o Linux também faz de você um integrante da comunidade.

Baseado na plataforma Unix, (mesma do sistema da Apple, Mac OS X) Não é atoa que o Linux, a cada dia, vem conquistando novos usuários domésticos

e cada vez mais atraindo empresas de todos os portes, que buscam um sistema confiante e barato.

Um bom exemplo é o governo federal que já economizou mais R$ 370 milhões com o uso do software livre, de acordo com Marcos Mazoni, diretor-presidente do Serpro.

O executivo, que também lidera o Comitê de Implementação de Software Livre (CISL), divulgou o dado durante uma reunião do grupo na última semana no Ministério da Ciência e Tecnologia.

O indicador de economia foi gerado a partir de informações da Pesquisa de Software Livre, aplicada em 2008 pelo CISL.

De quebra, poder alterá-lo para suprir suas necessidades e não precisar gastar com sistemas pagos e limitados.

Para um software ter licença ele deve seguir essas quatro liberdades:

· Liberdade para executar um programa para qualquer finalidade
· Liberdade para estudar um programa, e adaptá-lo às suas necessidades
· Liberdade de distribuir cópias e assim ajudar um colega, uma instituição qualquer
· Liberdade de melhorar o programa e entregá-los à comunidade

Fica claro que o software livre é muito mais do que software gratuito. O futuro do software livre tende a ser cada vez mais promissor. Um número cada vez maior de pessoas e empresas estão conhecendo o Linux e suas vantagens. O software livre, conseqüentemente, só tende a crescer e se tornará muito presente em nossas vidas.

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Quarta-Feira – Tecnologia por João Paulin – Tema: “Cloud Computing”, o futuro agora.

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Cloud computing é a expressão do momento em tecnologia. Nomes de peso como AT&T, Amazon, Dell, HP, IBM, Intel, Microsoft e Yahoo já anunciaram planos e investimentos na área e é apontado como uma das três mais importantes tendências emergentes nos próximo três a cinco anos. Juntando tudo, cloud computing pode ser definido como um modelo no qual a computação (processamento, armazenamento e softwares) está em algum lugar da rede e é acessada

Esquema Cloud Computing

Esquema Cloud Computing

remotamente, via internet.

Pode parecer abstrato, mas alguns serviços que usamos no dia-a-dia ajudam a exemplificar o que significa este modelo. O e-mail é um deles. No modelo tradicional de computação, suas mensagens ficam salvas no software de e-mail, dentro do seu computador. Em contrapartida, com os e-mails baseados em web (Hotmail, Gmail, Yahoo Mail ou qualquer outro da sua preferência), você pode acessar sua conta com todas as suas mensagens – armazenada em um servidor alheio -, a qualquer hora, de qualquer lugar, por meio da internet. Aplicativos de edição de texto, planilhas, apresentação, edição de imagem e até softwares de gestão de relacionamento com clientes (como o CRM online da Salesforce.com) também estão migrando para este modelo. E não são apenas os softwares que podem ser acessados remotamente pela nuvem. Os recursos de hardware – como processamento e armazenamento também (hoje já é comum guardarmos arquivos, e-mails, fotos, vídeos em servidores de terceiros e acessá-los remotamente pela web).

Todas estas tecnologias que vêm emergindo e amadurecendo foram empacotadas no conceito que levou o nome de cloud computing. O entusiasmo com o cloud computing e os esforços de companhias do porte das citadas no início desta matéria se devem às inúmeras vantagens que ele pode oferecer tanto aos fornecedores de tecnologia quanto aos usuários. Em primeiro lugar, este é um modelo que prevê um melhor aproveitamento dos investimentos em hardware. Um dos pilares do cloud computing é a consolidação dos recursos de hardware para que eles possam ser aproveitados ao máximo e gerenciados de forma inteligente, proporcionando economia de custos. A rede de varejo Amazon.com foi uma das pioneiras em entender e aplicar isto a seu favor. Para suportar a demanda das datas de pico em vendas – como o Natal – a loja online teve que investir em um poderoso parque de hardware. No entanto, fora das datas críticas, grande parte dos recursos ficava ociosa.

Desde 2002, a companhia vem experimentando com o “aluguel” desta capacidade. Em 2006, a empresa lançou dois serviços abertos ao público que a colocaram à frente na corrida do cloud computing: o Simple Storage Solution (S3), que permite ao usuário comprar espaço para armazenar arquivos online; e o Elastic Compute Cloud (EC2), que permite utilizar máquinas virtuais completas. Os serviços não são apenas uma saída para o problema da Amazon, mas também uma oportunidade para as empresas começarem um negócio sem ter de investir na compra de equipamentos e com a flexibilidade de aumentar os recursos conforme for necessário.
Este exemplo revela outra vantagem do cloud computing: a flexibilidade. Se você precisa de mais processamento, você pode fazer um upgrade imediato de capacidade, sem precisar trocar componentes ou até equipamentos inteiros para isto. O mesmo vale para armazenamento ou até mesmo upgrades de software.

Se antes, para atualizar um software o administrador tinha que reinstalar todo o produto na máquina de cada usuário, neste modelo os aplicativos podem ser constantemente aperfeiçoados sem impactos para os usuários, uma vez que estão hospedadas em um único ponto central. Outra vantagem deste novo modelo computacional é que ele não exige mais equipamentos potentes na ponta para acessar as aplicações. Como a parte mais pesada do processamento fica na nuvem, o usuário final só precisa de um browser e uma boa conexão à internet. “Com o cloud computing, qualquer um pode ter um supercomputador em casa”, afirma Fábio Boucinhas, diretor de produtos do Yahoo Brasil.

As empresas envolvidas na promoção do cloud computing têm, contudo, alguns desafios, entre eles segurança e confiabilidade. Para que o usuário confie grande parte de seus sistemas e arquivos a um terceiro, ele terá de garantir que os dados estejam devidamente protegidos e 100% disponíveis. Isso é ainda mais crítico quando se trata de informações empresariais altamente sensíveis, como processamento de dados financeiros. A forma como esses serviços serão cobrados também é outra questão importante. “Os custos para os usuários finais serão menores”, assegura Otávio Pecego, gerente do grupo de arquitetura da Microsoft Brasil.

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