Em Barretos, mosquito “argentino” causa polêmica

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Da M&M Online

Em Barretos, mosquito “argentino” causa polêmica

Outdoor da campanha: com a camisa nas cores da Argentina, mosquito ameaça brasileiro

Departamento de comunicação da cidade alega que não teve intenção de ofender o País vizinho e apoia o teor chocante de mensagens para divulgar suas causas

Polemizar para chamar a atenção. Este é o lema da secretaria de comunicação da prefeitura de Barretos, em São Paulo, para criar o mote de suas campanhas publicitárias. Com o objetivo de alertar a população sobre a importância das medidas de prevenção ao mosquito da dengue, o órgão criou uma série de outdoors com mensagens bem fortes, colocando o inseto na posição de grande vilão e de ameaçador da vida das pessoas.

Uma das peças, entretanto, acabou ganhando destaque e uma grande repercussão na imprensa por um motivo diferente. Para representar o Aedes aegypti, a prefeitura criou um cenário de uma partida de futebol, na qual um jogador, com a camisa do Brasil competia com o mosquito, que trajava uma camisa listrada de azul e branco (cores da Argentina, o maior rival do País no esporte).

Espalhados por 12 pontos diferentes da cidade, os outdoors logo despertaram a atenção da imprensa e a prefeitura da cidade foi acusada de desrespeitar o País vizinho e de associar o povo argentino a algo maligno, como a doença. Até mesmo a embaixada da Argentina no País soube do caso e resolveu pedir explicações à prefeitura.

“Lamentamos essa repercussão pois jamais tivemos a intenção de ofender o povo argentino. A camisa do mosquito nem tem o símbolo da Argentina. Só o que quisemos fazer foi brincar com o futebol, que é a paixão nacional, e mostrar uma situação de rivalidade”, defende Claudio Ubeda, um dos responsáveis pelo desenvolvimento das peças, em entrevista ao M&M Online. Ele atua na mesma equipe do diretor do departamento de comunicação da cidade, Marcelo Murta, e, juntos, foram responsáveis pelo desenvolvimento das peças.

Ele considera que a associação negativa com a Argentina foi um “erro de interpretação” e acredita que a repercussão foi exagerada. “Na época da Copa do Mundo, a Skol fez um comercial chamado os argentinos de ‘maricon’ e não foram tão criticados como nós estamos sendo”, opina Ubeda, relembrando do comercial das “Latas Falantes”, da F/Nazca, que foi alvo de reclamações nos órgãos de regulamentação publicitária.

Polêmica à parte, o profissional da comunicação garante que a prefeitura se sente satisfeita com o resultado e a visibilidade gerada pela campanha. O polêmico outdoor, entretanto, deverá sair das ruas na próxima semana, uma vez que o plano de comunicação é substituir as peças a cada 15 dias, dando lugar a novas mensagens. “Queremos enfatizar a gravidade do problema e isso só é possível quando chocamos ou chamamos a atenção das pessoas. Mais peças polêmicas virão por ai”, previne Ubeda.

Ele relembra que na campanha de prevenção ao mosquito feita no ano passado, a prefeitura de Barretos foi muito criticada por exibir a imagem de uma criança com dengue hemorrágica. “Com essas campanhas estamos conseguindo baixar o número de incidência da doença na região”, conta ele, relevando que foram registrados 1,078 casos na cidade paulista no ano passado.

A campanha dos outdoors continuará até o final do mês de fevereiro, mas o plano de ações de prevenção ao mosquito terá validade durante todo o primeiro semestre.

Bárbara Sacchitiello – 28 de Janeiro de 2011 às 16:51

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O que o seu produto está dizendo aos consumidores?

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M&M online – Embalagens

Embalagens têm que encontrar o equilíbrio entre chamar a atenção de novos consumidores e serem facilmente reconhecidas pelos antigos clientes, diz consultor

Duas verdades fundamentais sobre embalagens são rotineiramente despercebidas por publicitários. Primeiro, a embalagem é o único veículo de marketing que 100% dos consumidores que compram o seu produto veem. Nem todo o consumidor vê o anúncio de sua marca ou é exposto à entusiasmante estratégia de mídia social que você vem executando. Mas todos os consumidores que compram a sua marca interagem com a humilde embalagem do produto.

Em segundo lugar, e igualmente importante, a embalagem é o único veículo sobre o qual você tem 100% de controle no ponto de venda. Enquanto o seu produto pode terminar na seção ou prateleira errada, a embalagem continua constante e, assim que detém a atenção do consumidor, começa a transmitir a sua mensagem.

A primeira tarefa é determinar que mensagem você quer que a sua embalagem transmita.

Muitos publicitários partem do princípio que a função da embalagem é chamar a atenção do consumidor ou amarrar a venda. Mas, se formos além e perguntarmos “quem é o consumidor?” e “como eu pretendo fechar a venda?”, revelaremos uma variedade de funções para a embalagem.

Vamos dar uma olhada em apenas três delas. Uma embalagem pode atrair novos clientes ao em vez de apenas reter os atuais consumidores. Uma embalagem pode também ser atualizada para comunicar um novo posicionamento para a marca. E, por fim, uma embalagem pode definir a venda com o consumidor na loja.

Atraindo novos consumidores VS manter os clientes atuais

É preciso determinar qual o consumidor que estamos tentando engajar. São clientes atuais? Novos clientes? Estamos em uma fase de transição de um grupo de consumidores para outro? Estas respostas abrem caminhos para diferentes tipos de estratégias e considerações.

Nos Estados Unidos, dois exemplos distintos ocorreram ao longo dos últimos anos. No recente lançamento de uma linha de produtos feminino da Kotex. Pretas, as embalagens se destacavam e chamavam a atenção das consumidoras em meio a um mar de produtos com embalagens cor pastel, predominantes na concorrência. Para não se afastarem totalmente das características da categoria, pequenas aberturas revelavam que, dentro da embalagem, havia um kit de informações em tom pastel. Uma nova opção na categoria consegue uma comunicação efetiva com os consumidores sendo, ao mesmo tempo, diferenciada da concorrência e relevante.

Em contraste, veja o caso das novas embalagens dos sucos Tropicana, que foram retiradas das prateleiras no começo do ano passado. O design era tão diferente do anterior que não foi facilmente reconhecido pelos consumidores fiéis da narca, aqueles que apenas passam pelas prateleiras, pegam o produto sem levar em conta as outras opções e seguem com as compras. Como resultado, a marca perdeu significante volume de vendas rapidamente. É preciso encontrar o balanço nessa equação entre criar uma atração para novos consumidores e mantê-la familiar aos consumidores fiéis.

Comunicando um novo posicionamento para a marca

Em 2009, a Bath & Body Works repaginou a sua coleção-chefe. Com a atualização, a embalagem ganhou ares mais sofisticados e elegantes – mais Premium. A ação teve o suporte de uma melhora nas fórmulas dos produtos. Nesse caso, a embalagem teve um papel importante em criar condições e melhorar o marketing de ponto de vendas e a visibilidade perante o consumidor. Integrando o design da embalagem, a fórmula do produto e o marketing de PDV, a marca conseguiu comunicar holisticamente o seu novo posicionamento.

De acordo com a empresa, as vendas foram um sucesso e a imagem da companhia também teve uma melhora de percepção junto aos consumidores.

Fechando a venda

É importante entender como o consumidor responderá a simples alegações em contraste à necessidade de se estender à educação nas gôndolas. Veja a Häagen Dazs. A embalagem presta um serviço enorme de revelar uma das chaves do equilíbrio da marca entre o status premium e o fato de ser simplesmente delicioso ao listar cinco ingredientes básicos no rótulo frontal – leite, creme, açúcar, ovos e o sabor específico de cada um. É a entrega de um conceito básico de forma tão efetiva quanto o herói que aparece nos anúncios impressos da marca.

Será que a sua embalagem está alcançando os objetivos que você tem para o seu produto? Em caso de resposta negativa, talvez seja a hora de você dar uma olhada em como os seus produtos estão se comunicando a partir das prateleiras.

Do Ad Age.

* James Black é um consultor de marketing baseado em Nova York e ex-gerente de marca da Procter & Gamble.

Translation: Inglês to Português
Embalagens
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Quarta-Feira – Tecnologia por João Paulin – Tema: “Cloud Computing”, o futuro agora.

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Cloud computing é a expressão do momento em tecnologia. Nomes de peso como AT&T, Amazon, Dell, HP, IBM, Intel, Microsoft e Yahoo já anunciaram planos e investimentos na área e é apontado como uma das três mais importantes tendências emergentes nos próximo três a cinco anos. Juntando tudo, cloud computing pode ser definido como um modelo no qual a computação (processamento, armazenamento e softwares) está em algum lugar da rede e é acessada

Esquema Cloud Computing

Esquema Cloud Computing

remotamente, via internet.

Pode parecer abstrato, mas alguns serviços que usamos no dia-a-dia ajudam a exemplificar o que significa este modelo. O e-mail é um deles. No modelo tradicional de computação, suas mensagens ficam salvas no software de e-mail, dentro do seu computador. Em contrapartida, com os e-mails baseados em web (Hotmail, Gmail, Yahoo Mail ou qualquer outro da sua preferência), você pode acessar sua conta com todas as suas mensagens – armazenada em um servidor alheio -, a qualquer hora, de qualquer lugar, por meio da internet. Aplicativos de edição de texto, planilhas, apresentação, edição de imagem e até softwares de gestão de relacionamento com clientes (como o CRM online da Salesforce.com) também estão migrando para este modelo. E não são apenas os softwares que podem ser acessados remotamente pela nuvem. Os recursos de hardware – como processamento e armazenamento também (hoje já é comum guardarmos arquivos, e-mails, fotos, vídeos em servidores de terceiros e acessá-los remotamente pela web).

Todas estas tecnologias que vêm emergindo e amadurecendo foram empacotadas no conceito que levou o nome de cloud computing. O entusiasmo com o cloud computing e os esforços de companhias do porte das citadas no início desta matéria se devem às inúmeras vantagens que ele pode oferecer tanto aos fornecedores de tecnologia quanto aos usuários. Em primeiro lugar, este é um modelo que prevê um melhor aproveitamento dos investimentos em hardware. Um dos pilares do cloud computing é a consolidação dos recursos de hardware para que eles possam ser aproveitados ao máximo e gerenciados de forma inteligente, proporcionando economia de custos. A rede de varejo Amazon.com foi uma das pioneiras em entender e aplicar isto a seu favor. Para suportar a demanda das datas de pico em vendas – como o Natal – a loja online teve que investir em um poderoso parque de hardware. No entanto, fora das datas críticas, grande parte dos recursos ficava ociosa.

Desde 2002, a companhia vem experimentando com o “aluguel” desta capacidade. Em 2006, a empresa lançou dois serviços abertos ao público que a colocaram à frente na corrida do cloud computing: o Simple Storage Solution (S3), que permite ao usuário comprar espaço para armazenar arquivos online; e o Elastic Compute Cloud (EC2), que permite utilizar máquinas virtuais completas. Os serviços não são apenas uma saída para o problema da Amazon, mas também uma oportunidade para as empresas começarem um negócio sem ter de investir na compra de equipamentos e com a flexibilidade de aumentar os recursos conforme for necessário.
Este exemplo revela outra vantagem do cloud computing: a flexibilidade. Se você precisa de mais processamento, você pode fazer um upgrade imediato de capacidade, sem precisar trocar componentes ou até equipamentos inteiros para isto. O mesmo vale para armazenamento ou até mesmo upgrades de software.

Se antes, para atualizar um software o administrador tinha que reinstalar todo o produto na máquina de cada usuário, neste modelo os aplicativos podem ser constantemente aperfeiçoados sem impactos para os usuários, uma vez que estão hospedadas em um único ponto central. Outra vantagem deste novo modelo computacional é que ele não exige mais equipamentos potentes na ponta para acessar as aplicações. Como a parte mais pesada do processamento fica na nuvem, o usuário final só precisa de um browser e uma boa conexão à internet. “Com o cloud computing, qualquer um pode ter um supercomputador em casa”, afirma Fábio Boucinhas, diretor de produtos do Yahoo Brasil.

As empresas envolvidas na promoção do cloud computing têm, contudo, alguns desafios, entre eles segurança e confiabilidade. Para que o usuário confie grande parte de seus sistemas e arquivos a um terceiro, ele terá de garantir que os dados estejam devidamente protegidos e 100% disponíveis. Isso é ainda mais crítico quando se trata de informações empresariais altamente sensíveis, como processamento de dados financeiros. A forma como esses serviços serão cobrados também é outra questão importante. “Os custos para os usuários finais serão menores”, assegura Otávio Pecego, gerente do grupo de arquitetura da Microsoft Brasil.

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