O comércio eletrônico agora é viral
- by Mayara Adélia Lira
A interação entre os usuários, no estilo das redes sociais, é uma das razões para o sucesso dos sites de compras coletivas e clubes de compras
São Paulo — A decisão de compra precisa ser rápida. Na tela, um cronômetro indica por quantas horas a oferta estará valendo. Escova progressiva de 350 por 99 reais. Sanduíche mais petit gâteau de 26,80 por 7,90 reais. Pacote de sete noites de hospedagem na Bahia de 2.681 por 1.259 reais. Quase sempre por puro impulso, a mão faz o mouse correr para o botão de comprar. Com tantos descontos, como não aproveitar? Em horas, uma mobilização coletiva que se multiplica das centenas para os milhares une-se em torno de uma oferta. Essa cena já se tornou comum para boa parte dos internautas brasileiros. Sites de compras coletivas, junto com clubes de compras e novas modalidades de leilão são a nova face do comércio eletrônico que emergiu em 2010. Neste ano, ela deve se fortalecer ainda mais.
O que tem acontecido no e-commerce é o mesmo que se vê na internet como um todo. “A rede se tornou mais social. Faltava essa tendência chegar ao comércio eletrônico”, diz Julio Vasconcellos, sócio-fundador do Peixe Urbano, site de compras coletivas que surgiu em maio passado e fechou 2010 com 5 milhões de usuários cadastrados e 270 funcionários. “Em 2010, o comércio eletrônico se tornou realmente viral”, diz Flávio Jansen, conselheiro da Locaweb e do clube de compras BrandsClub, além de ex-CEO do Submarino.
Nas novas lojas online, a associação de preços baixos com redes sociais dá o tom. Elas espalham ofertas tentadoras de produtos e serviços de que as pessoas não necessariamente precisam, mas que se tornam atraentes quando ganham descontos de até 90%. O fenômeno inclui outras duas tendências: a ascensão do setor de roupas e acessórios nas lojas da web e a consolidação da venda de serviços pela internet.
A rápida proliferação dos sites de compras coletivas – já são mais de 200 espalhados pelo país – gerou um faturamento conjunto estimado em 100 milhões de reais. Para 2011, a expectativa é superar 1 bilhão de reais e atingir metade dos internautas brasileiros. Para os estabelecimentos comerciais, o investimento numa promoção radical é essencialmente uma ação de marketing. “Os parceiros, muitas vezes, até perdem dinheiro. A ideia é atrair novos usuários para fidelizá-los depois”, afirma Vasconcellos. Em suma, as empresas sabem que estão investindo dinheiro para obter retorno numa etapa posterior.
Fonte: Portal Exame
Geração @: quem são e como se comportam
- by Mayara Adélia Lira
Também conhecidos como membros da Geração Z, jovens entre 13 e 18 anos em breve tomarão as rédeas do mercado de consumo
Os teens de hoje que têm entre 13 e 18 anos em breve tomarão o poder do mercado de consumo, assim como os seus “antepassados”, a Geração Y. Eles nasceram e vivem na era digital, estão interconectados, super informados, têm um sentimento crítico elevado, são egocêntricos, precisam ser reconhecidos e procuram seus próprios momentos de fama. Para eles, as marcas continuam sendo relevantes em suas vidas para construir sua identidade, aponta a pesquisa “Geração @ e as Mudanças dos Consumidores Teens”.
O estudo realizado pela Enfoque Pesquisa de Marketing no Brasil e apresentado ontem, dia 22, na sede da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa mostra um adolescente cuja vida passa 24 horas por dia nas telas. Principalmente a do computador, para acessar a internet, em que 77% preferem passar o seu tempo, contra 66% da Televisão e 54% do celular. Mas eles não consumem uma mídia de cada vez.
Enquanto estão na internet, os teens multitarefa ouvem música, falam ao telefone e assistem à TV, nesta ordem. O ambiente digital é um território conquistado por eles e onde têm suas próprias linguagens. A disputa pela atenção deste público é cada vez mais feroz. Tudo que se passa na vida deles hoje tem uma tela. Eles não consomem mídia, mas sim conteúdo que os permite interagir e compartilhar, principalmente nas redes sociais.
Geração Display
As redes sociais são parte fundamental na vida dos adolescentes brasileiros para se socializarem, conhecer pessoas, ter reconhecimento e auto-estima. Em seus perfis, eles se mostram como querem ser vistos, geram e compartilham conteúdo constantemente. “Os teens de hoje são autores e protagonistas de seus momentos”, afirma Zilda Knoploch, CEO da Enfoque Pesquisa de Marketing (foto). “É uma geração display. São obcecados por se verem e serem vistos. Até o processo de paquera mudou. Primeiro ele se mostra e depois conhece”, explica.
Agora, as marcas precisam conhecer e interagir com esses jovens que Zilda chamou de Geração @, também denominada por Geração Z. Eles são adolescentes nascidos após 1995. A forma de fazer Marketing tem que ser diferente. “Temos que entrar na vida destas pessoas, acompanhar a vida delas e se relacionar. Não é mais um discurso da marca para o teen, mas uma conversa entre os dois”, diz a CEO da Enfoque.
É uma interação sem fim que tem como base o conteúdo. As marcas que não tiverem conteúdo e um propósito estarão fora do jogo. Elas precisam preencher um espaço que está vago na mente dos novos adolescentes que se mostram sem perspectivas, uma vez que 52% das mais de 1.500 pessoas entrevistas em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Recife, das classes A, B e C, se mostram abertos a morar em outro país. Elas não têm confiança nas empresas, nos políticos, nem no Estado, mas 70% dos garotos e garotas confiam na Igreja, seguida da Seleção Brasileira de Futebol, do Exército, da Rede Globo e dos Bancos.
Fonte: Portal Exame
O que é luxo para a classe C?
- by Mayara Adélia Lira
Pesquisa mostra quais são as ambições da chamada nova classe média brasileira
Tudo é luxo para a classe C. Pelo menos é o que diz uma pesquisa realizada pela Franceschini Análise de Mercado para conceituar o tema abordado no livro Luxo for All, de José Luiz Tejon, Roberto Panzarini e Victor Megido. O levantamento teve como objetivo registrar o que os consumidores emergentes pensam do luxo e indicar caminhos para as empresas que desejam aproveitar o potencial deste segmento.
Marcas como C&A, Riachuello, Carrefour e Marisa foram algumas das mais citadas pelos entrevistados. O estudo, no entanto, indicou que 64% dos consumidores da classe C não têm nenhuma marca de vestuário na memória que esteja ligada a luxo, assim como 62% também não citaram uma loja específica. Os números indicam as oportunidades para as empresas que souberem encantar esses clientes.
Apesar do mercado vivenciar movimentos de companhias como O Boticário, que lança a marca de cosméticos Eudora investindo principalmente em venda direta para atrair um público diferente da marca mãe, poucas são as companhias que entenderam a necessidade de oferecer o “luxo” que a classe C deseja. Outro exemplo recente é o de Marisa, que lançou a bandeira Marisa Lingerie, sem mudar o foco na classe C, com pontos de venda que pretendem oferecer a melhor experiência de compra possível, orientação e produtos diferenciados.
Metade não associa luxo à ostentação
Em muitos casos, é preciso repensar a estratégia das companhias ou, até mesmo, criar novas marcas, como fez O Boticário. “As empresas terão que desenhar outro tipo de negócio. Casas Bahia e Marabraz são redes que ficaram enormes respeitando o consumidor, com outra forma de cadastro, de lidar com o cliente, tratar o atraso e abdicar dos juros. Uma atitude às vezes mais respeitosa”, diz Adélia Franceschini, Sócio-Diretora da Franceschini Análise de Mercado, em entrevista ao Mundo do Marketing.
Segundo a pesquisa, no entanto, apenas metade dos entrevistados associam o luxo à representação social do status e da opulência, chamado pelos autores de opolux. O resultado mostra que o caminho para as marcas que querem ser consideradas como luxo para estes consumidores é investir também no lado comportamental e no estilo de vida, e não apenas no material e na ostentação.
Do total, 25% não souberam definir o que seria luxo para si. Já 17% citaram o egolux, luxo íntimo, baseado numa escolha subjetiva, como uma boa casa, contas pagas e poder descansar. Outros 6% citaram ainda o luxo filosófico, que valoriza elementos como a consciência, o desapego, o bom gosto e ter saúde. Mas, para 27% deles, luxo é ter um bom carro, poder viajar, ter conforto e ir a um restaurante com a família, o poplux.
Excelência, Estética, Experiência e Ética
E é no poplux que reside a oportunidade de reposicionamento e estratégia das marcas. “O luxo para a classe C é quase a idealização de uma vida confortável. Esses consumidores têm uma realidade tão oprimida por necessidades básicas, que luxo é a ideia de uma casa boa, um carro novo, entrar no supermercado e comprar de tudo um pouco. Coisas absolutamente adquiridas pela classe média, mas que na classe C passam a ser um sonho, algo quase inatingível”, acredita Adélia.
Por isso terão destaque as marcas que conseguirem tocar minimamente no ideário da classe C. A estratégia deve ter algum ponto de contato com este consumidor. Esta é a diferença entre redes como Carrefour e Walmart, por exemplo. “O Walmart não tem traço de percepção da classe C. Talvez por ser uma rede mais recente, ter um nome estranho para o brasileiro, pela própria estratégia de comunicação, a localização e todos os P’s de Marketing que pesam na percepção – ou não percepção – da marca”, ressalta a executiva.
Para as empresas que desejam praticar o “novo luxo”, o livro – lançado pela Editora Gente – aborda os 4 E’s que podem contribuir para a estratégia com foco nas sociedades emergentes: Excelência, Estética, Experiência e Ética. O primeiro deles refere-se ao comprometimento com produtos e serviços de qualidade assegurada. “Com um problema de renda maior, os consumidores buscam produtos excelentes, corretos, que durem. Isso vai contra a ideia de que, para a base da população, qualquer porcaria serve. O povo está aprendendo a escolher e é necessário ter excelência”, conta José Luiz Tejon, em entrevista ao Mundo do Marketing.
A estética também é essencial, pois clientes emergentes querem o belo, como lojas com arquitetura aconchegante e produtos com design diferente. Já a experiência é o ponto de partida para a venda, os consumidores devem ser acolhidos, tratados com dignidade para que se sintam incluídos. Por fim, a ética é fundamental para garantir um relacionamento sustentável, duradouro e buscar conexões de longo prazo entre marca e cliente.
Novos 4 P’s
Na abordagem do luxo para a classe emergente, os 4 P’s também mudaram. De acordo com o conceito do livro, os executivos devem levar em conta os novos 4 P’s. São eles Pessoas, Paixões, Produtos Cultuados e Pontos de Encontro. “Pessoas”, porque o olhar de atendimento deve ser outro, conter uma visão humanista, antropológica, compreendendo que, mais do que um consumidor, existe uma pessoa com anseios, angústias e desejos, que espera ser atendida.
A “Paixão” é o que vai engajar os clientes. As empresas devem ser apaixonadas pelo que fazem de melhor para transformá-lo em algo importante para as demais pessoas, envolvê-los na causa, seja na produção de bens de consumo ou na prestação de serviços. Consequentemente, os produtos devem ser cultuados, representar satisfação e cultivar o crescimento da autoestima de quem os consome.
“É preciso colocar os produtos em situações inteligentes de merchandising, como eventos. Eles devem fazer parte da cultura e dos valores humanos que precisam ser trabalhados pelas marcas. Já o último P refere-se ao entendimento de que as lojas, muito mais do que vender, são pontos de encontro. As pessoas marcam casamentos em unidades da Apple. Produtos, serviços e lojas são pontos de relacionamento que cultivam redes físicas ou virtuais”, explica Tejon.
Fonte: Meio&Mensagem
“Oscar” do Twitter recheado de brasileiros
- by Mayara Adélia Lira
Anúncio dos finalistas do Shorty Awards mostra forte presença do País na rede social
O maior prêmio dos 140 caracteres chega à sua 3ª edição: acontece, em 28 de março, a cerimônia de premiação do Shorty Awards. Apelidado de “Oscar” do Twitter, o prêmio divide-se em 30 categorias para escolher os perfis mais populares da rede social. Neste ano, vários brasileiros figuram entre os finalistas, com destaque para William Bonner e Ivete Sangalo – vencedores, respectivamente, nas categorias “Jornalista” e “Música” na edição de 2010. Nesta edição, o correspondente internacional da Rede Globo em Nova York, Flávio Fachel, foi o finalista mais votado na categoria “Jornalista”.
Os finalistas foram escolhidos por voto popular através da própria rede social – onde os usuários deveriam indicar o perfil, a categoria e uma justificativa. Para a premiação, jurados da organização do prêmio escolherão os vencedores dentre os finalistas. As nominações para os prêmios especiais – categorias “Tumblr do ano”, “Foto em tempo real do ano”, “Connecting People” (patrocinada pela Nokia), “Prefeito do ano” e “Local do ano” (ambos do Foursquare) – assim como para os prêmios da indústria – “Melhor presença de marca no Facebook” e “Melhor presença de marca no Twitter” – continuam até a próxima sexta-feira, 18.
Confira a seguir a lista dos brasileiros escolhidos pelo voto popular:
Design
Falcão – @brega_falcao
Gleidson Gouvêa – @gleidsons
Humor
Hugo Gloss – @HugoGloss
Jornalista
Flávio Fachel – @flaviofachel
William Bonner – @realwbonner
Moda
Ivete Sangalo – @ivetesangalo
Notícias
Lei Seca RJ – @LeiSecaRJ
Ivete Mania Club – @IveteManiaClub
Políticos
Marina Silva – @silva_marina
Fonte: Meio & Mensagem on-line
Classe C corresponde a 43% de usuários de TV a cabo no Brasil
- by Mayara Adélia Lira
A classe C responde por 43% do total de usuários pagantes de TV por assinatura, segundo estudo do Instituto Data Popular. As classes A e B participam respectivamente com 24% e 26% e a classe D com 7%.
A pesquisa aponta ainda que, em 2011, 65% dos emergentes pretendem adquirir o serviço, superando o percentual das classes A e B, que juntas somam apenas 19% das intenções. Na classe D, 15% dos entrevistados planejam instalar o serviço em suas residências e, na classe E, apenas 1% tem esse desejo.
Em relação à programação, o levantamento demonstra que a preferência por filmes nacionais é superior a 50% em todas as camadas sociais. As classes A e B são as que mais apreciam a produção brasileira, com 66% de aprovação. Entre a classe C, o total cai pouco, para 59%, o que também ocorre nas classes D e E, com 57% de aceitação. A preferência por filmes dublados chega a 80% nas classes C, D e E. Já entre as classes A e B, o percentual diminui para 49%. Apenas 15% dos emergentes afirmam gostar de filmes estrangeiros legendados e esse total se reduz a 7% nas classes D e E, contra 40% das classes A e B.
Fonte: Portal Exame
A Vingança das marcas abandonadas
- by Mayara Adélia Lira
Os publicitários vivem dizendo que as marcas tem que ter “alma”, “personalidade”, etc… o problema é que eu acho que algumas delas acreditaram nisso e se tornaram vingativas.
Na vida “real” a todo momento vemos alguma história comovente de uma criança que foi abandonada pelos pais, adotada e anos mais tarde reencontra seus pais biológicos, tudo é festa, todos felizes, em geral a criança tornou-se um adulto bem-sucedido (por conta da educação dada pelos pais adotivos), blá, blá, blá…
Mas as marcas são diferentes, elas são vingativas! Não perdoam quem as abandona!
Toda terça-feira (sim, hoje!) o INPI publica a RPI, Revista da Propriedade Industrial, na prática é uma espécie de “Diário Oficial” colorido e cheio de figurinhas, nele são publicados todos os despachos de marcas, tudo que acontece com uma marca tem que ser publicado ali, inclusive seu arquivamento, muitas vezes causado porque ela foi abandonada pelo seu titular.
Muitas marcas tem esse triste fim.
A lei de marcas (lei 9.279) é boazinha, ela até ajuda os “esquecidos”, pois tem um dispositivo que permite que se alguém pedir o registro da sua marca primeiro, mas você conseguir comprovar que usava a marca – LICITAMENTE – a no mínimo 6 meses antes, consegue o registro e deixa o seu concorrente “chupando dedo” .
Mas quando você deixa de pagar as taxas finais ou de renovação, ou ainda, deixa de cumprir alguma exigência do INPI, seu processo é arquivado (ou extinto, no caso das já registradas) e com isso a interpretação do INPI é de que você ABRIU MÃO, EXPONTÂNEAMENTE, dos direitos sobre aquela marca.
Agora imagine a situação, você pediu o registro da marca, ele foi deferido e agora você tem que pagar as taxas finais, para que ela fique, finalmente, REGISTRADA (CONCEDIDA), mas você não paga essas taxas e deixa a marca ser arquivada.
Você pensa que vai ficar por isso mesmo? Então você não conhece a natureza malígna e vingativa das marcas!
Por mais que você pense que sua marca é “inovadora” e “criativa”, em algum momento, alguém terá a mesma idéia que você e, se você deixou a sua marca ser arquivada, essa pessoa (na verdade empresa) certamente irá pedir o registro.
Daí você lembra do que falei antes, da lei “boazinha”, certo?
ERRADO!
Pois você ABRIU MÃO, EXPONTÂNEAMENTE, dos direitos sobre aquela marca, lembra?
Então, não poderá mais alegar o “uso anterior”, a marca passará para as mãos de outro (no caso, um CONCORRENTE seu) e ela (a marca) concretizará sua doce vingança.
Portanto, tome cuidado, as marcas adoram carinho, cuidado, investimento, mas se você não cuidar direito dela, sofrerá as consequências.
Fonte: blog tudibão
Saída do logotipo da Creative Commons do site do MinC provoca discussões
- by Mayara Adélia Lira
O Ministério da Cultura tentou evitar o falatório, mas não teve jeito. Ao retirar do site da pasta o logotipo da licença Creative Commons, provocou uma reação na cena artística, gerou movimento internacional e revelou o desconhecimento da nova gestão da instituição e dos artistas brasileiros sobre o tema. Conhecida pela sigla cc, a Creative Commons é uma entidade norte-americana sem fins lucrativos. Financiada por doações, criou uma série de licenças padronizadas para direitos autorais. Está presente em mais de 40 países e, em alguns casos, precisou ser adaptada às leis locais de direitos do autor. O cc é fruto da era da informação. Com a internet e a circulação livre de conteúdos ficou difícil para criadores se limitarem à proibição generalizada de reprodução de obras e as licenças padronizadas são uma forma de proibir determinados usos e liberar outros.
Como a ministra Ana de Hollanda não conhecia bem o tema, decidiu retirar do site do ministério a licença cc adotada pela gestão anterior, que, sob comando de Juca Ferreira, trouxe para os quadros técnicos do MinC as discussões mais atuais sobre a cultura digital. Em nota, Ana de Hollanda alegou que a lei brasileira era suficiente para proteger o conteúdo do site, que agora estampa a frase: “O conteúdo deste site, produzido pelo Ministério da Cultura, pode ser reproduzido, desde que citada a fonte”.
A atitude, combinada com o bloqueio do envio da reforma da Lei de Direitos Autorais ao Congresso, despertou artistas e ativistas da cultura digital. Gilberto Gil, ex-ministro da Cultura e primeiro compositor brasileiro a disponibilizar suas músicas com licenças cc, chamou a iniciativa de “particularismo” em entrevista concedida ao Estado de S. Paulo e o antropólogo Hermano Vianna encara como “açodamento” e defende o cc em artigo publicado no Globo.
De acordo com Carlos Affonso Pereira, vice-coordenador do Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getulio Vargas, que representa a Creative Commons no Brasil, a atitude pode ser um sinal de como o MinC vai tratar a cultura digital na gestão de Ana de Hollanda. Já a ministra prefere não emitir opiniões sobre o tema. “Para um início de governo, a retirada do cc do site do MinC nos parece um indicador negativo sobre a importância que deveria ter a cultura digital nos anos vindouros”, diz Pereira. “O ministério foi reconhecido pelo seu trabalho com cultura digital tendo notoriedade e impacto. A preocupação é que o novo MinC não faça uma verdadeira ruptura com a administração passada porque nos parece que o governo Dilma teria experiências de avanço na cultura digital que precisavam ser mantidas.”
Confusão na música
É na música que o cc faz mais barulho. Músicos e compositores mais velhos enxergam as licenças com desconfiança e acreditam que elas são fruto de uma tentativa de apropriação do trabalho alheio por multinacionais norte-americanas. “Quem está por trás do cc? É o Google, o George Soros, que é o grande investidor? Não há assembleia de acionistas, não há necessidade de lucro. Que interesse benemerente os caras têm ao mexer com o patrimônio do autor se não for para usar esse conteúdo de forma graciosa nas armadilhas que eles conseguirem armar? Se você for usar para textos e outras aplicações, é prático e eficiente. Não sou completamente contra, mas quando entra na música ele se torna uma ameaça terrível”, acredita o compositor Rênio Quintas. “O músico desinformado, garotos que na impetuosidade da juventude não percebem que vão ficar velhos e vão precisar de um patrimônio, estão entregando as obras deles.”
O Google é um dos financiadores da ONG, mas não o único. Entre os doadores estão a Nike, a Best Buy, a Câmara de Comércio de Milão e a Universidade de Duke. Gerações mais novas encaram as licenças como uma forma de colocar em prática a própria criação. Guilherme Guizado Mendonça disponibilizou todos os canais do disco Punx, lançado em 2008, para download gratuito com objetivo de facilitar a remixagem para outros músicos e DJs. “Sou totalmente a favor da liberdade e da criatividade, quanto mais licenças melhor, aumentam nossas opções em relação à proteção de nossos direitos. Ainda mais nos dias de hoje em que a popularização da tecnologia cria de forma acessível novas formas de produção e compartilhamento”, diz Guizado.
Campanha na rede
A retirada do logotipo da página oficial do MinC colocou o tema entre os tópicos mais comentados do Twitter e gerou o movimento I’m MinCC, em defesa dos cc e em circulação no site Cultura Digital. Os internatuas podem se manifestar e comentar os textos postados por especialistas na área. Em um dos comentários, o compositor Danilo Caymmi comemora a iniciativa do ministério. “Não se justifica que o site de um órgão público, como o Ministério da Cultura, abrigue e promova uma organização privada internacional (Creative Commons) com o dinheiro do contribuinte”, escreve Caymmi. “Criar não é crime, como desejam os DJs do falso progresso subsidiado, esquecendo que atrás de qualquer manifestação artística existem famílias que dependem de seus direitos autorais, garantidos pela Constituição brasileira.”
A dramaturga baiana Ana Franco também desconfia das licenças. “Também não quero que toquem nos meus direitos autorais. Quero que fique do jeito que está”, avisa. Para ela, o cc é “coisa” de empresários interessados em lucrar com a arte de forma geral e, especialmente, com a música. Já Bia Medeiros, criadora do coletivo Corpos Informáticos e professora do Instituto de Artes da Universidade de Brasília (UnB), é a favor da “copiagem” e ficou intrigada com a atitude do MinC. No ano passado, o grupo ganhou verba do edital Cultura e Pensamento, realizado pelo próprio ministério. Uma das condições do edital era a liberação para circulação on-line do conteúdo do seminário proposto pelo Corpos. Na época, tal liberação estava sujeita à licença cc. Bia não sabe mais quais são as condições atuais. “Espero que eles liberem. É no mínimo contraditório, dicotômico”, diz a artista.
Também artista plástico, Gê Orthof é um utilizador frequente do cc. Já liberou vários trabalhos e chegou a produzir outros com ajuda das licenças. “Liberei para que as pessoas fossem alterando o trabalho para ver o que acontece. Para quem está interessado em trabalhar em colaboração é uma oportunidade superbacana”, garante. “Você pode escolher como você quer compartilhar e de que forma.”
Fonte: Correio Brasiliense
Estudo mostra que mídias sociais são complementares às tradicionais
- by Mayara Adélia Lira
Pesquisa realizada pela JWT analisou revistas, TV e redes sociais
JWT: “mídias sociais ainda são mais exploradas dentro das pautas de comportamento e tecnologia”
São Paulo – No segundo dia do Social Media Week, a JWT apresentou o estudo “Verdades, Mentiras & Mídias Sociais”, que analisou 7.418 matérias das plataformas tradicionais para saber até que ponto as mídias sociais afetam a dinâmica de geração de notícias.
Após estudo e comparação de reportagens de Veja, Época e Jornal Nacional com os assuntos mais comentados no Twitter, Facebook e Google Trends, chegou-se a conclusão que as mídias sociais ainda são mais exploradas dentro das pautas de comportamento e tecnologia. “Essa era uma discussão que tínhamos na agência. Chegamos à conclusão de que debates nas mídias sociais não influenciam diretamente as mídias tradicionais devido à falta de uma massa crítica independente no País”, falou Ken Fujioka, head de planejamento da JWT.
A abertura das palestras, porém, ficou com Juliana Constantino e Rosana Fortes, ambas da AgênciaClick Isobar. As publicitárias apresentaram cases de ações de marcas nas redes sociais. Um deles foi o de Skittles, com 14 milhões de fãs. “A estratégia de comunicação deles é muito consistente. Eles têm uma pegada non sense, que começou offline, nos filmes, e foi para o online, nos posts”, explicou Juliana. No Brasil, porém, esse número está longe de ser alcançado. A fan page da Nike Futebol Brasil, por exemplo, tem 22 mil fãs.
Fonte: EXAME
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- by Mayara Adélia Lira

